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Concentraçom: Segunda-Feira 16 de novembro às 9:30 nos julgados da Corunha

Quatro jovens –três deles militantes da organizaçom juvenil Isca!– sentarám no banco dos julgados corunheses na próxima segunda-feira 16, acusada e acusados de destruir um maciço floral na entrada da Corunha com o topónimo deturpado há já quatro anos, em Novembro de 2005.

Os peculiares ritmos da justiça espanhola venhem assi a coincidir com a reapariçom do debate em torno da imposiçom do topónimo espanholizado, ainda que paradoxalmente as flores forom já substituídas por outro símbolo pola administraçom, que rectificou parcialmente. Nom pensamos que seja coincidência, senom que contextualizamos esta actuaçom repressiva no marco de umha ofensiva geral contra a lingua, encabeçada polo PP mas com significativos apoios no PSOE, nomeadamente no caso do alcalde da cidade brigantina, Javier Losada, quem já solicitou ao presidente da Xunta a modificaçom do topónimo.

O carácter político do processo, e a intençom de Fiscalia e Concelho de punir exemplarmente a mais mínima dissidência, é inquestionável, já que recorrérom à fraude para multiplicar por seis o custo das plantas. Assi, quantificam a pena solicitada nuns 4.595,52 euros, em conceito de “desperfectos”, enquanto expertos independentes valoram o seu custo em apenas uns 300 euros, polo que os jovens denunciarom aos peritos da acussaçom. De jeito incongruente, Fiscalia e Concelho pugéram-se de acordo para reclamar a mesma indemnizaçom a pesar de que o Ministério Fiscal assegura que esta quantidade cobre todas as plantas –já que o maciço floral foi presuntivamente arrancado na sua totalidade- e a entidade local só se refere às que formavam o “L”.

O topónimo, bandeira dos lingüicidas

Somos cientes de que a questom do topónimo nom é a principal batalha que afrontamos aqueles que queremos umha Galiza em galego, mas si um preçado símbolo para os exterminadores da língua, e umha porta para novas deturpaçons e ultrajes. Assi, o alcalde Francisco Vázquez e decidira que o maciço floral -situado estrategicamente na principal entrada da cidade- conservara sempre a forma deturpada. Esta irregularidade foi periodicamente corrigida polos vizinhos e de novo estragada pola administraçon local. Dá-se a peculiar circunstáncia – se nom é como tragédia a história repete-se como farsa- de que Henrique Tello, tenente de alcalde do Concelho, já conhece umha situaçom semelhante a desta moça e moços, já que fora condenado em 1995 a dous fines de semana de arresto domiciliário polo mesmo motivo, junto com o vereador Mário López Rico, que também forma parte hoje do governo local.

Foi mui serodiamente, trás a esperpéntica marcha de Francisco Vázquez ao Vaticano em 2006 e a posterior chegada dum novo governo PSOE-BNG em 2007, quando as administraçons substituírom as flores por um outro símbolo -a Torre de Hércules-, com lustros de demora a respeito das acçons populares.

A Lei de Normalizaçom Lingüística foi aprovada já em 1983, estabelecendo que a única forma legal dos municípios e a galega, e mesmo as Cortes Espanholas reconhecérom a denominaçom genuína da “provincia” como única oficial em 1998, o PSOE nunca aceitou consequentemente a realidade legal, o que motivou um quarto de século de litígios e conflitos. Perdérom com teimosia diante do Tribunal Supremo (2000) e Constitucional (2002), e depois o Tribunal Superior de Justiça de Galiza invalidou (2005) o acordo do Concelho para usar o topónimo deturpado.

Solidariedade con os ajuizados

Do MGS, manifestamos a nossa absoluta solidariedade com os jovens enjuizados, se bem consideramos que o processo nom tem nada de surprendeente num momento em que o espanholismo ameaça com acelerar o processo de substituiçom lingüística por meio da demoliçom da insuficiente, ineficaz e incumprida legislaçom referente à língua própria do país, ainda apesar de ter sido aprovada com os seus votos no Parlamento.

Afirmamos mais umha vez que nos atopamos ante o mundo ao invês: aqueles que aspiram a consumar a desapariçom do galego do país, mesmo se tenhem que desobeceder as suas próprias leis, recorrem à justiça para poder punir a quem pula pola língua e tem intençom de reinstaurar o único topónimo legal. De facto, quem deveria sentar diante da justiça nom som três moços e umha moça acusados de arrancar umhas poucas plantas que ao parecer valem o seu peso em ouro, senom o anterior alcalde, quem si incumpriu a lei e danou gravemente ao património público. Durante lustros, Vázquez riu a gargalhadas da justiça, incumpriu sistemática e conscientemente a legislaçom autonómica e estatal, e esbanjou mais de 300.000 euros públicos bem reais –umhas 65 flores como as que choram agora desde o Concelho- em perder umha e outra vez juízos em defesa do topónimo deturpado.

Por último, anunciamos a convocatória dumha concentraçom de protesta na porta dos julgados da Corunha, a próxima segunda-feira a partir das 9:30 da manhá, para manifestar o apoio à acusada e aos acusados e em defesa do direito a vivermos em galego. Apelamos a toda a militáncia nacionalista, ao movimento juvenil galego, aos meios de comunicaçom comprometidos com a língua e as liberdades, e as associaçons de defesa de direitos cívicos a protagonizar a denúncia desta nova vexaçom de imperialistas fracassados contra jovens que defendem a língua. Nem nos pararom o 8 de Fevereiro nem nos vam parar agora.